sábado, 30 de janeiro de 2016

Impulso de repetição - Vício - Percepção de Intenções e Espírito de Emulação

Método

Vamos explicar o Impulso de Repetição (raiz dos vícios) através de um contexto muito comum do relacionamento entre homens e animais.

Axiomas

A função de alimentação é, senão o mais importante, um dos mais importantes impulsos do instinto animal. Jogue qualquer coisa comestível, ou aparentemente comestível, para um animal, e ele vai em direção a tal coisa. Tal fato se explica pelo estímulo dos centros de PRAZER do animal, coisa que também podemos estender para o homem.

Situação apresentada

Você acabou de dar uma torrada, mesmo sem manteiga, patê, ou qualquer complemento, ao seu cão. Como elucidamos, a alimentação é uma das fontes de Prazer, senão a mais importante, para os animais.

Após consumir com voracidade a primeira porção que você lhe deu, o animal volta rapidamente, e se posta estático à sua frente, fixando o olhar em sua direção, em óbvia atitude de "quero mais".

A explicação para tal atitude é simples. Como aquilo que o animal acabou de fazer foi PRAZEROSO, ele quer REPETIR o evento anterior, voltando à FONTE de onde veio o OBJETO DE PRAZER.

E como foi você, o dono dele (em nosso linguajar) que deu este Objeto de Prazer, ele se posta à sua frente. E no entendimento do cão, ele espera que SEMPRE haja mais. E se espera que SEMPRE haja, sua atitude é REPETIR o ritual que deu origem ao PRAZER.

Repetir

Pelo exemplo do cão, constatamos uma das origens da Repetição: a busca do prazer. A consequência é aquilo que conhecemos como VÍCIO. Nossa própria vida é um estabelecimento constante de rituais, hábitos, para estarmos constantemente Repetindo comportamentos e procedimentos.

No âmbito mais profundo, REPETIR é o processo de manutenção de uma Rede Neural. Quando esta Rede Neural percebe que está sendo pouco irrigada (de sangue), ela clama por estímulo, para ser alimentada (de nutrientes). E isto é tanto mais verdadeiro quanto mais a Rede Neural está conectada aos órgãos e sistemas que trazem prazer.

Prazer

Vamos dar o exemplo do Prazer Sexual, no topo do ranking dos prazeres. Já viram o que um homem ou mulher é capaz de fazer para obter o Prazer Sexual ? Alguns enterram a sua vida e seus recursos em troca deste prazer.

Espírito de Emulação

O Espírito de Emulação é o que poderíamos chamar de "Fonte de Prazer por Ricochete". O indivíduo observa o outro, e detectando pela sua linguagem corporal e emocional que este outro parece estar auferindo prazer, pois é tão humano quanto ele próprio, também quer Repetir o ato observado, para usufruir do mesmo Prazer.

É o que acontece com drogados, motoristas de rachas, etc.

Conclusão

Pelo próprio observar de nosso Universo, com numerosos ciclos repetitivos, constatamos a raiz mais comum dos atos da vida, seja de um homem, seja de um animal: a repetição.





quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Diminuição da capacidade de raciocínio - Renascimento da Lógica Concreta

O pensamento dominante das pessoas foi sempre o de que o Raciocínio Humano vem melhorando com o tempo. Isto é produto de uma falsa ideia de que tudo Evolui com o tempo.

Maquiagem dos Tempos

Esta ideia nasceu e cresceu de um Materialismo Visual das pessoas. Ao caminharem nas ruas ou circularem em seus veículos elas enxergam uma multidão que se locomove em veículos modernos, usa celulares, trabalha em prédios modernos, bonitos, limpos e em escritórios com a última palavra em tecnologia de transmissão de informações.

Nossos veículos falam, calculam o consumo de combustível do momento, andam em vias com semáforos sincronizados, com mostradores eletrônicos informando se existem vias próximas congestionadas, etc.

Ao chegar em casa a pessoa dispõe de Smart TV, ligada por WiFi ao seu roteador e à Internet. As drogarias oferecem medicamentos de última geração, e os hospitais tratamento para todas as doenças. Neles são feitas microcirurgias inimagináveis a 10 anos atrás.

Mas este "aparente" progresso não é uma realidade tão equilibrada. As gerações anteriores lutaram para colocar tudo isto aí para que outros mantivessem e, mais que isto, melhorassem o existente de forma compatível com o andar dos tempos.

O que se observa, no entanto, é uma crise até na manutenção do que está aí. O número de indivíduos cresce, e a qualidade do serviço oferecido cai. Seria somente por causa do crescimento populacional ?

Evolução individual do Raciocínio Cognitivo

O Raciocínio Cognitivo trata da forma como o ser humano adquire e trata os conhecimentos, transformando-os em conhecimentos derivados. Esta evolução obedece aos princípios enunciados por Piaget, e que coincidem extraordinariamente com os resultados observados em 70 anos de experiências.

Os principais estágios para fins do nosso artigo são os compreendidos entre 7 e 12 anos e 12 anos em diante.

Aos 7 anos, em média, surge um senso de proporcionalidade, onde a criança consegue perceber qual recipiente tem maior volume, sem ser enganada por uma só dimensão (notadamente a altura). A criança é capaz de coordenar pontos de vistas diferentes e integrá-los, porém ela SÓ CONSEGUE IMAGINAR SITUAÇÕES PASSÍVEIS DE SEREM REPRESENTADAS CONCRETAMENTE.

Após os 12 anos, a criança consegue raciocinar com hipóteses e formar ESQUEMAS CONCEITUAIS ABSTRATOS.

Os caminhos do Raciocínio

Sem muita teoria, vamos direto a algum parâmetro que possa servir de indicador para o Raciocínio Humano. Se a maioria acredita que se deve procurar a nata dos pensadores nos meios mais tecnológicos, como a Internet, ela está fragorosamente enganada.

E se acreditarmos que o Raciocínio vem evoluindo com os tempos, encontraremos um desestímulo a esta evolução justamente no conforto que vem sendo oferecido às pessoas. É a dificuldade que excita a busca por novas soluções para velhos problemas, ou soluções para novos problemas.

Um dos maiores períodos de evolução tecnológica foi a 2a. Guerra Mundial. Os tanques de guerra, explosivos, dispositivos de comunicação, radar e a ciência nuclear tiveram de crescer em apenas 2 anos (entre 1941 e 1945), pois a Alemanha estava exercendo uma atividade extremamente predatória em torno de seu território original.

Constatação a partir de diálogos em Redes Sociais

Mostramos o esperado em "Evolução Individual do Raciocínio Cognitivo", e no tópico anterior a eficácia prevista comprovada no período da 2a. Guerra Mundial.

Coletando dados para medir a adequação dos períodos previstos por Piaget nos fóruns de discussão disponíveis na Internet, notamos uma não adaptação da geração dos anos 80 e 90 (notadamente esta última) ao previsto por Piaget. Parece que estas gerações, por motivos não levantados neste estudo, estacionaram na fase do Raciocínio Concreto.

As metáforas não são mais entendidas, mas levadas ao pé da letra. Ideias complementares estão sendo chamadas de contradições. Por exemplo, em um depoimento sobre um assalto, uma pessoa vê a entrada dos assaltantes em uma padaria. Uma segunda pessoa vê a saída de somente um. O ocorrido foi a morte de um dos assaltantes no interior da padaria.

O policial que fez o BO (Boletim de Ocorrência) documenta por escrito que existe contradição entre os dois depoimentos, pois, por preguiça, não entra na padaria. Depois, o dono da padaria, vendo que os policiais estão entrando na viatura, corre para dizer que é preciso recolher um corpo estendido no chão da padaria. O policial, que já tinha anotado os dados, por preguiça, não altera o BO, mas chama o IML.

As interpretações que vemos na Internet são deste tipo, inexato, apressado e preguiçoso.

Outro exemplo ocorre nos fóruns bíblicos, excelentes para se extrair comportamento e níveis de interpretação. Em uma determinada discussão, lemos:

"os reis da época em que se diz que jesus nasceu é muito diferente primeiro em mateus cita herodes que nasceu em 73 ac e morreu 4 antes de cristo e aparece 4 anos depois, em lucas não herodes e julio cesar que tambem não tem nada ver ja ele nasceu em 100 ac e morreu 44 ac"


Vejam a citação a Júlio César. O texto de onde o leitor da Bíblia que escreveu isto cita somente César. César é um título, epíteto, utilizado em vários livros. O leitor leu César, procurou na memória a referência ao nome, e achou Júlio César, um imperador em particular, que de tão notório originou o título. Em russo Kzar surgiu por causa deste César. E daí, montou esta interpretação inexata, sem levar em conta a metáfora feita.


Mas o exemplo a seguir mostra a que ponto a idiotice humana pode chegar:

"Não há quem não fique extenuado com a enfadonha falácia de fanáticos que usam as belezas naturais para justificar a grandeza de Deus. Quando eu nasci tudo isto já existia, portanto, não serve de referência para provar a existência de um criador. "

Acreditem, isto está escrito em um livro "Uma ilusão chamada Deus" de Carlos Alberto Costa. Na própria parte grifada em vermelho, ao dizer que nasceu, ele já deveria compreender implicitamente que ALGUÉM criou o que ele passou a ver. Ele acha que o Criador só começou a agir depois da existência dele como observador. Qualquer físico daria bomba em algo tão barato.

Outro tipo de constatação que demonstra a pobreza de interpretação dos jovens e até de alguns adultos é sobre a serpente que tentou Eva no Paraíso, tradição escrita e tão conhecida. Isto já gerou comentários como:



"Não posso acreditar num livro em que cobras falam"

Ora, um leitor deste tipo não quer se dar ao trabalho de examinar o contexto histórico da afirmação. Se a palavra serpente se referia a uma cobra ou animal que, por ser desconhecido na época da documentação, foi chamado de serpente.

Esta é a confusão que pode surgir de nomes gerais, como camelo. Existe também dromedário. Jacaré, pode ser tanto um crocodilo, um alligator, quanto o leviatã da antiguidade.

Também temos o famoso caso de Pôncio Pilatos. Se o leitor interpretar "lavar as mãos" como realmente jogar um pouco de água e sabão nas mãos e depois enxugar, ele está longe de se tornar um adulto.

Vejam um exemplo extremo, que revela uma abordagem simplista e quase infantil. Tenho vergonha de ter que reproduzir algo deste tipo aqui, mas é necessário para nossa demonstração:

Para que deus criou os virus se foi pros macacos ou pros humanos foi Deus que criou!
Que deus burro fazer doenças em macacos sem pensar que poderia transmitir os vírus ao homem. Deus burro que fez doenças 


Vejam a abordagem infantil. Se tanto se fala em ciência, o homem deveria se atualizar. Claro que vírus transferem fragmentos de DNA (código genético) para o homem, melhorando e adaptando o sistema imunológico ao mundo em que vivemos. Da mesma forma, os mosquitos trocam fatores sanguíneos entre os indivíduos, tornando-o mais adaptado ao meio.

Mas se o homem perpetra o ato sexual com um animal, e recebe um vírus destinado à melhora da raça deste animal, e a contaminação é deletéria, a culpa não é da natureza, nem de Deus e nem do macaco. A culpa é do homem.

Estas situações mostram o grau de raciocínio próximo do concreto, e a preguiça de raciocinar. Isto é a transformação da mente pensativa em mente meramente REATIVA. Estamos nos degradando. Estamos involuindo.

Na educação de filhos

Já pensou se toda mãe que ouve o filho entre 5 e 10 anos lhe dizer "eu te odeio" levar esta frase a sério ? Em breve não teremos adultos, e uma multidão de mulheres estará presa por infanticídio.

Antigamente, quando os homens eram honrados, o homem que se casava com uma mulher que já possuía filhos, cuidava destes como se fossem seus. Hoje, além de falarem, sem cansar "não é meu filho, é meu enteado" ou "não é minha filha, é minha enteada", ou "os filhos da minha mulher", ainda tem coragem de violentar as enteadas, ou matar os enteados. Até umas três gerações atrás, o homem já construía uma nova realidade em sua mente, metaforizando "agora são meus filhos".

O Raciocínio Concreto de hoje leva os homens a "deixar claro" para a sociedade, que enteado ou enteada não são filhos. Este tipo de raciocínio é perigosíssimo para a sociedade.

Os Sofistas

As primeiras escolas filosóficas tentavam compreender o mundo ainda impregnadas do elemento religioso. O pensamento e as primeiras tradições para se explicar as coisas viera, do oriente. O maior expoente da filosofia grega, Sócrates, afirmava este valor da religião para a filosofia, e criticava os Sofistas por tentarem explicar a razão das coisas por pura lógica. Ele pregava que o afastamento da filosofia da espiritualidade só serviria para produzir céticos. A "involução" final do cético seria o escarnecedor, e Sócrates alertava para o fato de que isto destruiria a sociedade.

Para se ter uma ideia do modus vivendi dos sofistas, eles foram os primeiros advogados PAGOS. Os efeitos de sua forma de pensar se refletem no estado em que se encontra o par justiça/impunidade no Brasil. São tantas as desculpas e recursos, com argumentos falaciosos, que criminosos perigosos são soltos.


Mas se hoje alguém se levanta e argumenta que lógica é pura razão, esquece que existem costumes na razão que julga outrem ao atentar contra a sociedade. Se esta última existe, e foi formado um comportamento que veio de um direito consuetudinário, e este foi feito lei, então isto significa que nossos vínculos de sociedade, que incluem crenças também devem ser levados em conta. E os Sofistas talvez chamassem isto de Sofisma Social. Mas qual o problema, se esta também é a tática deles. O que observamos é que quanto mais o homem se afasta das crenças religiosas, maior precisa ser a grossura dos compêndios jurídicos.

Segundo Radamés Manosso, o Sofisma é um enunciado falso que parece verdadeiro numa compreensão superficial. Percebe-se o Sofisma quando não existe a aplicabilidade dos argumentos ao verdadeiro contexto da Verdade que inspirou o enunciado. A forma mais primitiva de Sofisma seria ignorar completamente uma metáfora, encarando a coisa colocada como uma verdade literal.

Um exemplo é o "Faça-se a luz" do livro de Gênesis na Bíblia, texto que os leigos interpretam como a luz produzida por corpos incandescentes, como o Sol. O argumento concreto é de que a Luz não poderia ser feita antes do Sol, que só apareceu no terceiro dia. Isto é um raciocínio concreto, que ignora a lógica e os valores judaicos, ou seja, ignoraria a metáfora. Para eles e os antigos que saíram de correntes monoteístas, Deus já era a Luz. Para a interpretação factível pelos gregos, Deus já era o Verbo.

Estes exemplos se prestam mais à situação por estarem em um contexto em que as metáforas eram muito mais utilizadas. O Ocidental foi abandonando o seu uso. O humor ocidental era repleto de metáforas, mas foi abandonado em função do humor visível, através de vídeos, pois estão muito mais próximos da forma de pensar atual. Hoje, tudo é visual. O gosto pela leitura caiu drasticamente.

Semiótica

A Semiótica é a ciência dos sinais, ou seja, a representação dos valores por símbolos. Isto é fundamental para que o indivíduo possa, por meio do que já conhece, dar significado ao que lhe é apresentado. Ela lida com conceitos e ideias. E quando estas são abstratas, a dificuldade é bem maior.

Vamos supor o aluno de Legislação em uma Auto-Escola (ou Centro de Formação de Condutores). O instrutor lhe apresenta a placa com o símbolo de proibido estacionar (um "E" cortado por um traço vermelho). Ele vai precisar interpretar dois simbolismos: (1) A letra "E" como um significando da palavra Estacionar e (2) o traço diagonal vermelho (significando) indicando (significado) proibição.

Estas duas interpretações apresentadas, envolvem o Raciocínio Cognitivo. Mas a interpretação da Placa pode ser considerada semi-abstrata. Vamos examinar uma entidade abstrata e seus significados e significandos. Vamos examinar a Autoridade (significado). Quais os significandos de Autoridade ? Pode ser o pai (primeira por excelência), a mãe, o presidente da República, o Governador, o Prefeito, etc. Mas existe um menos palpável, e por isto esquecido: A Lei.

A Lei não é uma pessoa. Ela está contida num compêndio, no caso Brasileiro, composto pela Constituição, Código Civil e Código Penal, além de alguns tantos Estatutos (da criança, do idoso, do consumidor).

Para os praticantes da Lógica Concreta, a Lei seria algo difícil de se perceber. A Lei é a essência da Autoridade e, erroneamente, as pessoas tomam o guardião da Lei, ou seu representante (Presidente, Governador, Prefeito, Policial) como a Autoridade, e isto não é verdade.

É este o nível de abstração que se exige de um adulto. Neste ponto, regredimos como pessoas.

O que aconteceu ?

Mas quais as explicações para a queda da capacidade de raciocínio ?

A discussão a nivel mundial implicaria em analisar usos e costumes de cada país, sistema educacional e impacto da tecnologia. Vamos nos ater ao Brasil.

A Reforma do Ensino anterior aos anos 70 retirou o ensino de grego e latim das escolas. O ensino do grego facilitava a correta colocação dos termos gregos no contexto filosófico em que foram concebidos. Já o latim, pelo uso de prefixação e sufixação para flexão, forçava o raciocínio dos jovens, e eles tinham que dedicar mais horas ao estudo desta língua para dominá-las. O latim é quase uma língua matemática. Pois bem, retiraram as duas.

Na matemática, as demonstrações verbais de teoremas geométricos também foram reduzidas. Ora, estas demonstrações, além de mobilizar mais permanentemente a memória, desenvolviam a disciplina para se expor sequências de raciocínios. A régua de cálculo, instrumento que precedeu a calculadora eletrônica, exigia uma quantidade razoável de memória humana, para a manipulação das casas decimais, desenvolvendo a mente de quem trabalhava com ela (e nesta época os prédios não caíam).

Com estas alterações, aluno não precisava estudar mais tanto tempo. Menos tempo de estudo, mais ócio intelectual. Mas a explosão de tecnologia dos anos 80 acabou de "reformar" o ensino e a rotina dos alunos de vez. Computadores ajudaram a memória e os centros de raciocínio humano a relaxarem. O resultado: mentes preguiçosas. E com os programas úteis vieram os jogos e redes inúteis (para desenvolver raciocínio). As mentes foram abduzidas pela máquina.

As redes sociais tem o potencial de abduzir seus usuários e nivelar os raciocínios pela média. Então a média vira o parâmetro de conhecimento. Não é novidade para ninguém a proliferação de besteiras e falsas verdades na Internet. Jovens se cercam das verdades que eles CONSEGUEM CAPTAR. Se não conseguem, reputam as mesmas como mitos e inverdades. Isto é melhor explicado no artigo "Diagnóstico do Início do Século XXI". Mas isto só perdura até o momento em que o jovem entra no mercado de trabalho, no entanto, os níveis de sofrimento para queda de suas falsas convicções são variáveis em intensidade e em novas consequências.

O mundo visual, o crescimento dos recursos midiáticos, REDUZIU drasticamente a capacidade das pessoas de produzirem símbolos não visíveis em sua mente. Se algo não puder ser representado em um vídeo do Youtube, dificilmente será aceito.

Imaginem o caso da divindade, expressão abstrata de último nível. Impossível. Deus não pode ser filmado em uma entrevista. Portanto, nunca poderá ser aceito sem ser visto.

Conclusão

O ser humano precisa voltar a procurar maneiras de representar as entidades abstratas em sua mente, e isto só se adquire por meio da leitura, pois ela estimula a produção de significandos mentais para as ideias apresentadas no mundo em que vivemos.







sábado, 4 de outubro de 2014

A leitura é como uma vacina

Muitos educadores estão apavorados com o nível de rebeldia, agressividade e oposição aos valores espirituais desta geração que nasceu os anos 90, e que hoje tem entre 24 e 34 anos.
Como rebeldia e agressividade são naturais da adolescência (e a do brasileiro dura até cerca de 32 anos) ou da fase de imaturidade típica dos 20 aos 30 anos, precisamos recorrer ao terceiro fator citado:

a espiritualidade

Mas não  existe um aparelho com um mostrador digital do coeficiente de espiritualidade de um indivíduo. Então, temos que recorrer aos indicadores intelectuais, expressos em opiniões pessoais.

O melhor instrumnto de medição da espiritualidade é a Bíblia, por se tratar de um livro religioso altamente polêmico, com situações que chocam os jovens, como:

Adão feito do barro;
Uma serpente que fala, sugerindo uma sessão espírita;
O dilúvio universal (chuva em proporções exageradas);
Milagres de Jesus
Numerosas mortes no antigo testamento;

Os discursos baseados em Responsabilidade Social, Paz e outras formas aparentemente aceitáveis de dominação cultural, oriundos da Comunidade Européia e dos Estados Unidos estão inundando as escolas e as empresas. A comunicação no Brasil surte mais efeito do que as guerras. O Brasil está se alinhando com países mais de esquerda, e os países capitalistas não querem perder a sua influência política. Então todos estes discursos teóricos influenciam nossos jovens, que os tomam como bandeira de oposição ao sistema.

Mas por que estes discursos tem tanto êxito no Brasil ? Porque nossos jovens, ao contrário da geração de 70, não possuem princípios filosóficos. A ênfase e o apelo da mídia é o consumo. O momento histórico encontra toda uma rede de consumo estabelecida com Shoppings e Internet via celular para fazer a propaganda.

O resultado no campo espiritual é uma legião de jovens que pesqusa a Bíblia para negá-la. A pesquisa pode ser pela Internet, e eles acabam lendo trechos razoáveis para atingir um veredito. Isto é positivo no aspecto de desenvolvimento da critica. E ao fazer isto, o jovem, querendo ou não, toma contato com o "VÍRUS DA FÉ", pois a Bíblia foi escrita de uma forma a penetrar na mente de quem a lê. Não é possível identificar o que a faz ser assim, mas experimentalmente se observa o quanto indivíduos que a odeiam sabem citar versículos dela.

O Vírus

Se a pessoa entende o que está escrito, a penetração é pela comprensão automática. Se não compreende, a  forma de expressão um tanto enigmática do texto bíblico provoca questionamento, que é como aquela música que você ouve e não consegue esquecer.

E se o leitor fica indignado pelo aparente absurdo do que está exposto (milagres, coisas fora do senso comum), sua contrariedade alimenta s centros emocionais do cérebro (amígdala) e a fixação da memória é mais eficiente. Dificilmente ela conseguirá esquecer o trecho lido e o absurdo expresso.

As história bíblicas, verdadeiras ou falsas, lendárias ou míticas, são como o virus do filme "Resident Evil", mas que seriam chamados de "Resident Good", com alto poder de influência.

O próprio diabo ficou contaminado por elas, e tentou utilizá-las para iludir Jesus, sem êxito. Ele mesmo, o diabo, se tornou uma vítima do vírus bíblico.

Conclusão

Obras bem feitas, reais ou fictícias, tem efeito permanente sobre a mente humana, como uma vacina.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O cérebro e a Aprendizagem

O mistério dos mecanismos biológicos do aprendizado foi finalmente descoberto como resultado dos trabalhos do cientista Austríaco Eric Kandel.

O que acontece quando você está estudando um novo tema, e tem aquela sensação de que ENTENDEU a coisa explicada.

As Unidades fundamentais

Seremos os mais sucintos para descrever o mecanismo baseado em conhecimentos que a média do público tem sobre o sistema nervoso. A figura a seguir mostra duas células nervosas (neurônios) que, de alguma forma armazenam uma informação conceitual de nossa memória:


Estas unidades básicas do sistema nervoso estão apresentadas em uma forma bem primária, sem os seus prolongamentos (axônios) que são como braços de uma cabeça.

Aquisição de um novo conhecimento

Quando o cérebro é exposto a um novo conhecimento, e O ESTÍMULO É SUFICIENTEMENTE FORTE, um mensageiro celular - cAMP - cuja função seria melhor classificada como um "amplificador" de sinais celulares, ativa a abertura de nosso código genético, com consequente produção de proteínas de crescimento e expansão da membrana celular do neurônio. Esta expansão é automaticamente direcionada para os neurônios que também foram ativados em paralelo, também por mensageiros celulares, por terem algo a ver com a(s) ideia(s) ou fato(s) assemelhados à(s) ideia(s) expressada(s) por este NOVO Conhecimento.

Vídeo


Do vídeo "Memories are made of this" de Erick Kandel:

Veja a partir do minuto 22:



Ligando os fatos

Desde os tempos de escola, dos sete anos em diante, os professores, diante de nossas dificuldades de aprendizado, expunham alguns fatos e nos diziam:

Você tem que ligar uma coisa à outra

Então, hoje, diante desta constatação científica do que ocorre durante o aprendizado, vemos que a metáfora citada ocorre literalmente dentro de nossa massa cerebral, o que é simplesmente fantástico. 

Este mecanismo e sua expressão também valida e homologa o uso tão crescente dos Mapas Mentais em todos os ramos do conhecimento. Pesquise esta ferramenta e comprove.

Conclusão

Aprender no banco escolar ou em sua mesa de estudo, é, a nível cerebral, construir novas ligações ou relações, entenda como quiser.
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cAMP - (Cyclic Adenosine Monophosphate) - É responsável pela ativação
 de proteínas e enzimas, que entre várias ações podemos citar a transcrição
 de fatores genéticos para síntese de novas proteínas.

sábado, 12 de julho de 2014

A negação como autodefesa

Sabe-se que, quando o sofrimento provocado pela dor ou pela realidade, é demasiado grande, o corpo humano sofre de uma síndrome chamada DESMAIO.

Pessoas que recebem uma notícia muito triste, como a morte de um parente muito próximo são levadas ao desmaio. Por que isto acontece ? Em termos grosseiros, o cérebro desliga a consciência pois, naquele momento, não está preparado para lidar com aquela nova realidade.

A Negação

A Negação pode ser o primeiro passo para a OPOSIÇÃO (instinto humano para tentar se afirmar). No entanto, quando a Negação está associada a uma forte cara emocional produzida pela SURPRESA, ela pode ser classificada verdadeiramente como NEGAÇÃO EMOCIONAL, com características legítimas de Resistência Emocional e Garantia de Sobrevivência.

Quando a pessoa não está esperando fatos previsíveis em um contexto, ela pode ser preenchida por hormônios do stress em quantidade superior aquela que seu corpo pode metabolizar. Por exemplo, na rua você espera que os carros passem na pista destinada a eles (o asfalto). Se um carro subir na calçada e vier em sua direção, seus instinto de sobrevivência é maior que a falência dos seus sentidos. Eles se manterão vivos para que você possa fugir. Mas se você vir um viaduto caindo sobre várias pessoas e as esmagando, como não é você que precisa sobreviver, talvez você possa desmaiar, pois não está acostumado a lidar com uma realidade desta monta. Por isso é que existe o treinamento. Socorristas, bombeiros, soldados, médicose enfermeiros são treinados antes para lidar com realidades extremas.

O exemplo do futebol

Suponhamos o caso desta fatídica e inusitada derrota do Brasil para aAlemanha por 7 x 1, nesta Copa do Mundo de futebol de 2014. Pessoas choraram depois do 2 x 0, e outras depois do 5 x 0. É o segundo grau de surpresa (o primeiro é o espanto e o xingamento). Finda a partida, se você dissesse a alguém que o resultado fora combinado, este lhe negaria imediatamente. Por que ?

Para as pessoas, o que ocorre, em sua interação com o mundo é:

A REALIDADE VISUAL É A VERDADE

No entanto, as pessoas, ao contrário dos animais, aprenderam a mentir, a simular e a esconder.

Diante daquela realidade apresentada aos olhos pela partida de futebol, o torcedor sem crítica e que vive a base do ditado que colocamos acima, arranja desculpas como:


  • Realmente o Brasil jogou mal;
  • O time da Alemanha foi perfeito;


ou outras desculpas fornecidas pelos comentários dos narradores e cronistas esportivos.

Ora, pensando desta forma, a pessoa terá que crer na realidade quando o mágico fizer um elefante desaparecer na sua frente. Ai diremos: "mas você  foi avisado que era uma mágica". E no caso de uma partida de futebol ?

Pessoas que acreditam que a Realidade visual é a Verdade costumam seer vítimas de golpitas baratos, de políticos, de jornalistas de TV manipuladores e de ditadores. Mas elas apenas estão tentando sobreviver, sem utilizar uma crítica bem apurada, que só vem com a experiência.






domingo, 22 de junho de 2014

Ateísmo, Materialismo,Afeto e Saúde

A busca por saúde

O Homem atual procura desesperadamente por saúde, vivendo com o stress como seu inimigo próximo, bem como enganos que vem como verdades desde os tempos antigos, mas que são tão estúpidos como a crença de que não se pode comer ovo todo dia.

Acredita-se que acha-se a saúde fazendo exercícios, comendo bem e evitando as situações desagradáveis. Os médicos dão aquele conselho: "procure não se estressar". Como se fosse possível.

O ateu como um crente

Crendo que não é possível atingir a felicidade sem ter tido um bom berço, aquele que não o teve procura jogar a sua realidade ruim sobre os demais viventes. Ele não teve Afeto, e se revoltou contra valores espirituais. Se existisse um Criador, para ele (o ateu), ignorou-o, e deu seu afeto a outros. E quem teve um bom berço, mas uma personalidade fraca como produto, herda o discurso e a crença do revoltado, por solidariedade ou por conveniência, explicada a seguir. Mas esta solidariedade é mais por culpa do que por comiseração.

A solidariedade pura passa antes por algo maior do que simplesmente o homem, identificação da raça humana. Já a comiseração envolve pura e simplesmente uma relação horizontal (homem para homem) de colocar-se no lugar do outro. A solidariedade elevada implica em saber que um Superior DESEJA QUE FAÇAMOS ALGO PELA SUA CRIATURA, ou seja, é um sentimento que sobe do homem para seu Superior e desce novamente para o homem, do contrário, não ajudaríamos inimigos ou desafetos em dificuldade.

Autoridade

Segundo a maior parte das pessoas, a Autoridade é a pior das coisas. Ela tira da pessoa a liberdade, obrigando-a a fazer coisas, dizendo, no fundo, que a pessoa não se basta por si só.

A forma mais evoluída de Autoridade é o RECONHECIMENTO DE SUA ORIGEM HUMANA. Mas sabem a que Autoridade o Ateu deu o poder sobre sua criação ? Pasmem:

a bactéria

Estão assustados ? É justamente isto. Alguns elementos da natureza se combinaram, deram a bactéria, ela evoluiu sob as ordens de um tal de Darwin, que nem conhecimento de Biologia Molecular tinha, e se transformou no homem, mesmo desobedecendo às leis mais básicas da Termodinâmica, descobertas anos depois.

Mas é conveniente declarar-se Ateu. E por que ? Porque nega a Autoridade do Criador. Ele pode ser como a bactéria. Pode sofrer mutações, pode se apresentar como quiser, pode fazer o que quiser, até talvez deixar de serhumano (quem sabe, pois assim o crê).

Sinceramente, não queremos pertencer ao partido que crê nisto.

A Autoridade das Autoridades

A maior Autoridade sobre ALGO é aquele que criou este ALGO, e enunciou as leis pelas quais este ALGO é governado.

A auto-autoridade

Existem profissionais autônomos que dizem mandar em si mesmos. Grande engano, quem manda neles são os clientes. Quando o médico não pode atender aos seus pacientes, é obrigado a telefonar a cada um deles desmarcando as consultas. E como um bom resultado, os clientes o respeitam, numa das formas mais básicas de afeto.

O Ateu e a Autoridade

Se o ateu não reconheceu a Autoridade das Autoridades, ou seja, não partiu da raiz do tema, ele passará sua vida inteira tentando obedecer, e não vai conseguí-lo em sua plenitude. É o mesmo que tentar resolver os problemas de matemática sem entender Número e Numeral.

Como o ateu consegue trabalhar

Se o ateu não se dá com Autoridade, como é que consegue se manter num local de trabalho com o chefe mandando nele ? Na realidade, neste contexto, quem manda neste trabalhador é o dinheiro. E diz orgulhoso: "Ninguém manda em mim. Eu faço é por causa do salário".

Daí afirmarmos que o "deficiente de Autoridade" é um materialista.

O Materialismo

O Materialismo é a opção mais rápida do ser humano para atingir o bem estar. Se o Materialista ficar doente ou infeliz, é só dar um pouco das riquezas que tem em troca do bem-estar. Acontece, que quem nada tem, mas tem o Afeto de seus semelhantes, conseguirá a volta do bem estar sem ter que desembolsar nada. O Afeto, nesta situação, vale tanto quanto as riquezas. Mas foi a riqueza do amigo que o salvou, dirá o materialista. Então concordamos que a riqueza dos amigos também é nossa, ou seja, melhor ainda. Podemos ter várias fortunas com amigos, e não só a nossa.

Afeto Materialista

Você pode fingir Afeto pelo seu amigo rico. Neste caso, você é chamado Interesseiro. Só não deixe ele descobrir, senão ele é capaz de te tirar até o bem mais precioso que você tem: a sua Honra. Ele vai espalhar para todos os seus amigos ou próximos que você não vale nada.



quinta-feira, 18 de julho de 2013

Evidência do Pensamento - Diagrama do Diálogo em um tempo

Nos posts anteriores evidenciamos os componentes de uma "máquina do diálogo".

Neste post colocaremos o diagrama desta "máquina" e fazer algumas digressões sobre ele:

Reprodução somente com permissão do autor (deixe seu email no comentário)
Isto é o que ficou evidente nos posts de "Evidência do diálogo", até a presente data. O evento disparador (sensação) foi o de Fome. No futuro vamos tratar do Pensamento/Raciocínio a partir de um momento em que OCORRE UMA ASSOCIAÇÃO DE IDEIAS NA MENTE, e não de sensações.

Os papéis do Eu2

Entre os papéis do Eu2 citados anteriormente nos artigos, estão o de servir de auxiliar no Raciocínio. Aqui vamos mostrar, à direita do diagrama, estes papeis em Categorias Gerais. Veja o diagrama:

Reprodução somente com permissão do autor (deixe seu email no comentário)

Ao se dialogar com outra entidade (sua própria mente ou outra pessoa), esta lhe devolve, basicamente, quatro tipos de Retorno (não são obrigatoriamente respostas):

Confirmação - O Eu2 concorda com o Eu1, mandando efetuar a ação que ele sugeriu a si mesmo;
Negação - O Eu2 discorda do Eu1, sem lhe dar nenhum outro caminho;
Oposição - O Eu2 discorda do Eu1, sugerindo ação completamente contrária à pensada pelo Eu1. É o popular "dar o contra";
Acréscimo - O Eu2 traz da memória de longa duração (MLD) informações a mais que o Eu1 ainda não tinha associado à situação atual, para que esse REFINE seu raciocínio.


domingo, 14 de julho de 2013

Evidência do Pensamento - Diálogo imaginário com Gerenciador de Memória

Na busca pelo mecanismo que usamos para Pensar, vamos analisar uma Conversa Hipotética.

Vamos introduzir o Gerenciador de Memória (GM - nosso Eu que invoca informações da memória permanente) .

Um Estudo de Caso

Vamos propor aqui uma conversa bem interessante entre o nosso EU e ele mesmo. Isto ajudará a levantar evidências sobre o nosso modo de PENSAR. Nesta conversa, o Eu está conversando consigo mesmo sobre o Café da Tarde:

GI: O corpo do nosso Eu está precisando de nutrientes. Sem ele pode entrar em colapso.
PC: Vamos provocar a sensação de fome no Eu. GM, faça uma busca por FOME na Memória de Longa Duração (MLD);
GM: Vou pesquisar no índice de ideias os itens relacionados à FOME na MLD e colocar na MCD. (1)

Eu1: Estou com fome.
Eu2: Você tem que comer.

O Eu2 é o "Respondedor", ou confirmador do Eu1, neste caso, ele age como um conjunto de processamento em separado, mas não vamos evidenciar isto agora..

A FOME, aqui, é um evento, resultado de processos biológicos, que consumindo os nutrientes, provocam a queda dos níveis das substâncias corporais abaixo do NÍVEL DE ALARME.

O Eu1 então concorda com o Eu2:

Eu1: Eu vou comer.
PC: Coloque a ação de comer como prioritária. Ela estará acima da ação que o Eu está realizando agora.

O Eu1 precisa concordar ou discordar, de forma que o PC administre as ações (PROCESSOS) que o Eu está realizando, de forma que a ação correta seja disparada.

E continua o diálogo:

Eu1: O que eu vou comer ?

O Eu2 varre a MCD, escaneando os itens que o GM colocou ai, relacionados com a sugestão de Processo disparada pelo GI, e com os resultados da busca ordenada pelo PC ao GM. Então o Eu2 faz sugestões de locais. Aqui ele é um consultor de acréscimos, um pesquisador, que complementa as informações, ou seja, um mecanismo de busca.

Eu2: Olhe sobre a mesa da cozinha, sobre a pia, sobre o fogão, dentro da geladeira.
PC: GM, faça uma busca por itens relacionados a Cozinha, Pia, Fogão e Geladeira na MLD. (2)
GM: Estou colocando as ideias relacionadas a estes itens na MCD (pão de sal, pão doce, manteiga, geléia, queijo, presunto, etc); (3)
Eu1: Vou comer o pão que está sobre a mesa, com manteiga, que está na geladeira.
Eu2: Comer também se associa a beber. Você vai querer beber algo ?
PC: GM, traga as ideias associadas a beber para a MCD do Eu;
GM: Estou lendo os itens da MLD relacionadas a bebidas e condições de consumo das mesmas, e colocando na MCD; (3)
Eu1: O que eu vou beber ?
Eu2: De tarde, é comum beber um leite. Mas se estiver quente, prefira um suco; (4)
GM: Comer e beber estão relacionados a sensações agradáveis da boca, vou colocar na MCD associações de itens comestíveis consumidos em lanches e chamá-las de PRAZER, aumentando a prioridade destas combinações;
GI: Detectei possibilidades de prazer, relacionadas a Chocolate, Leite e Açúcar, nas LEMBRANÇAS do Eu. Vou trazê-las para a Memória consciente do Eu. (5)
Eu1: Tô doido para tomar um Toddy. Mesmo o tempo estando meio quente, vou preferir. Vou colocar uma pedra de gelo;
GM: Vou colocar na MCD do Eu2 Relacionamentos prejudiciais entre os itens comestíveis de um lanche; (6)
Eu2: Evite colocar açúcar;
GI: Vou reforçar a ideia de prazer que o açúcar provoca, elevando a Prioridade desta Ideia na Memoria do Eu; (7)
Eu1: Um pouquinho eu vou colocar;
Eu2: Faça assim, então.
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(1) O Cérebro possui uma forma de indexação (de índice, como os de biblioteca, de livros, etc). Neste modelo, esta função é exercida pelo GM;
(2) O Processador Central aciona a memória, passando uma ordem de busca com parâmetros, à semelhança das "queries" enviadas aos bancos de dados;
(3) O GM busca os itens que conseguir, sem se importar com associações de primeiro, segundo, ou demais niveis em relação à ideia que serviu de parâmetro na busca;
(4) O Eu2 age com características que lembram o PC, no entanto ele é uma espécie de Processador de Oposição (PO), a ser colocado nos modelos posteriores;
(5) O GI faz o papel dos centros primitivos do cérebro, responsável pelas possibilidades de Prazer, Sensações de Perigo e pequenos ALARMES;
(6) Como temos um modelo de Processamentos independentes (OPC, GI, GM, etc) pertencem ao Eu1, o GM se certifica de que o Eu1 receba a informação de ter Cuidado com substâncias prejudiciais. Eu1 e Eu2 compartilham memória. É como Acusação e Defesa num julgamento;
(7) O GI, como "corretor de valores do Prazer", lembra ao Eu1, por intermédio da memória, que existe prazer relacionado à adição de açúcar nos alimentos.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Evidência do Pensamento - Diálogo imaginário com Gerenciador de Interrupções e Processador Central

Na busca pelo mecanismo que usamos para Pensar, vamos analisar uma Conversa Hipotética.

Vamos introduzir o Gerenciador de Interrupções (GI - nosso Eu exclusivamente da parte dos sentidos) e um Processador Central (PC).

Um Estudo de Caso

Vamos propor aqui uma conversa bem interessante entre o nosso EU e ele mesmo. Isto ajudará a levantar evidências sobre o nosso modo de PENSAR. Nesta conversa, o Eu está conversando consigo mesmo sobre o Café da Tarde:

GI: O corpo do nosso Eu está precisando de nutrientes. Sem ele pode entrar em colapso.
PC: Vamos provocar a sensação de fome no Eu.(1)

Eu1: Estou com fome (2)
Eu2: Você tem que comer

O Eu2 é o "Respondedor", ou confirmador do Eu1, neste caso.

A FOME, aqui, é um evento, resultado de processos biológicos, que consumindo os nutrientes, provocam a queda dos níveis das substâncias corporais abaixo do NÍVEL DE ALARME.

O Eu1 então concorda com o Eu2:

Eu1: Eu vou comer.
PC: Coloque a ação de comer como prioritária. Ela estará acima da ação que o Eu está realizando agora.

O Eu1 precisa concordar ou discordar, de forma que o PC administre as ações (PROCESSOS) que o Eu está realizando, de forma que a ação correta seja disparada.

E continua o diálogo:

Eu1: O que eu vou comer ?

O Eu2 varre a memória, escaneando os itens que o PC colocou ai, relacionados com a sugestão de Processo disparada pelo GI. Então o Eu2 faz sugestões de locais. Aqui ele é um consultor de acréscimos, um pesquisador, que complementa as informações, ou seja, um mecanismo de busca.

Eu2: Olhe sobre a mesa da cozinha, sobre a pia, sobre o fogão, dentro da geladeira.
PC: Vou acrescentar os itens Cozinha, Pia, Fogão e Geladeira à Memória do Eu1.

Eu1: Vou comer o pão que está sobre a mesa, com manteiga, que está na geladeira.(3)
Eu2: Comer também se associa a beber. Você vai querer beber algo ? (4)
PC: Vou acrescentar itens de bebida na Memória do Eu;
Eu1: O que eu vou beber ?
Eu2: De tarde, é comum beber um leite. Mas se estiver quente, prefira um suco;(5)
GI: Detectei possibilidades de prazer, relacionadas a Chocolate, Leite e Açúcar, nas LEMBRANÇAS do Eu. Vou trazê-las para a Memória consciente do Eu.
Eu1: Tô doido para tomar um Toddy. Mesmo o tempo estando meio quente, vou preferir. Vou colocar uma pedra de gelo;
Eu2: Evite colocar açúcar;
GI: Vou reforçar a ideia de prazer que o açúcar provoca, elevando a Prioridade desta Ideia na Memoria do Eu;
Eu1: Um pouquinho eu vou colocar;
Eu2: Faça assim, então.
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(1) Esta ordem coloca na memória de curta duração (MCD) do Eu ideias de fome, fraqueza, vontade de parar (PAUSA) e comida;
(2) A memória de curta duração do Eu fica com ideias relativas a fome: pão, sal, açúcar. bolo, café, leite, além das ideias de PAUSA, FRAQUEZA e MORTE (Básicas);
(3) O Eu1 fez RELACIONAMENTOS entre os itens disponíveis em sua Memória, no momento;
(4) O Eu2 fez mais Relacionamentos: a ação de COMER está relacionada a BEBER;
(5) O Eu2 é um expert nas associações, um Indexador e Comparador;
(6) Aqui vemos os desejos, que superam certas razões Relacionadas simplesmente pela lógica;

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Uma Conversa como evidência do Pensamento - Diálogo imaginário

Na busca pelo mecanismo que usamos para Pensar, vamos analisar uma Conversa Hipotética.

A Conversa é uma sequência organizada (DESEJÁVEL) de binômios FALAR e OUVIR, PERGUNTAR e RESPONDER. Um Falar pode ser uma NARRATIVA, ou parte dela, se formos interrompidos pelo Ouvinte da hora.

Se o Assunto tratado é único, a sequência do binômio FALAR/OUVIR vira realmente uma Discussão. Se existe um só falar, vira uma Narrativa. Se forem vários os Assuntos tratados, serão várias Narrativas e interrupções.

Se for uma Narrativa, quanto maior o Período abordado, mais longa ela será. Se for uma Discussão, quanto mais aspectos (Entidades e Relações entre elas), mais longa será a Discussão.

Como este exercício é mais frequente em nossa vida, ele é mais eficiente que as técnicas de mapeamento cerebral, que mostram as áreas ativadas do cérebro durante o seu uso, mas que não tem chegado a conclusões objetivas para seu principal fim: AJUDAR NO APRENDIZADO MAIS EFICIENTE DOS ESTUDANTES.

Um Estudo de Caso

Vamos propor aqui uma conversa bem interessante entre o nosso EU e ele mesmo. Isto ajudará a levantar evidências sobre o nosso modo de PENSAR. Nesta conversa, o Eu está conversando consigo mesmo sobre o Café da Tarde:

Eu1: Estou com fome (1)
Eu2: Você tem que comer (2)

Aqui mostramos (postulamos) que é preciso existir um "Respondedor", o Eu2, e não seguirmos o caminho fácil de simplesmente aparecer no diálogo algo como:

Eu1: Preciso comer.

Estamos levando em conta que você, como Eu1, não sabe que precisa Comer. Seu corpo, ou um Operador Mental dentro de você, um outro processo que "fica constantemente rodando dentro da sua mente" é que sabe disto.

 O Eu1, aqui, é uma "vítima dos disparos" do ambiente, um proponente de problemas que os Pensamentos terão que levar a uma solução, o questionador, e o outro, Eu2, é o que apresenta a solução viável entre uma ou mais possíveis.

O Eu1 então concorda com o Eu2:

Eu1: Eu vou comer (3)

O Eu1 precisa concordar ou discordar do Eu2, senão a sequência do Raciocínio (diálogo) fica incompleta. Aqui, o Eu2 não precisa intervir, aliás seu papel é sugerir, ajudar. E, afinal, o Eu1 decidiu o que vai fazer.

E continua o diálogo:

Eu1: O que eu vou comer ? (4)
Eu2: Olhe sobre a mesa da cozinha, sobre a pia, sobre o fogão, dentro da geladeira. (5)
Eu1: Vou comer o pão que está sobre a mesa, com manteiga, que está na geladeira (6)
Eu2: Comer também se associa a beber. Você vai querer beber algo ? (7)
Eu1: O que eu vou beber ?
Eu2: De tarde, é comum beber um leite. Mas se estiver quente, prefira um suco;
Eu1: Tô doido para tomar um Toddy. Mesmo o tempo estando meio quente, vou preferir. Vou colocar uma pedra de gelo;
Eu2: Evite colocar açúcar.;
Eu1: Um pouquinho eu vou colocar;
Eu2: Faça assim, então. (8)

Certas ações do Eu2 podem ser desdobradas em consultas aos centros de raciocínio. Faremos isto no próximo post.
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(1) Este é um Pensamento associado à Manutenção Biológica do Corpo que mantém o Eu vivo. A identidade não consegue ser mantida sem o Corpo. A Alma, nesta vida terrena, não se realiza sem o corpo. Corpo: alojamento da alma e templo do Espírito. A necessidade Biológica é um dos disparadores do Processo de Pensamento;
(2) Ter fome é a sensação de alarme. Já Comer é um dos atos objetivos para saciar a Fome. Comer só é possível porque existem "remédios" para a Fome, ou seja, Entidades no próximo passo de pensamento. Enquanto existirem Passos que podem suceder a um Pensamento, existe a continuidade do Raciocínio;
(3) Ordem executiva para si mesmo, mas foi necessário o aconselhamento do Eu2;
(4) O Eu1 ainda precisa pensar, pois o ato de comer implica em se achar O QUE comer. A ação comer não está contida em si mesma. Em português isto se explicaria pela transitividade do verbo que esta ação representa;
(5) O Eu2 também delimita um Sistema de Fronteira, locais possíveis, um espaço delimitador de conteúdos, para auxiliar na decisão;
(6) O Eu1, num lado mais Técnico, especifica os Locais, pois o conceito geográfico é importante;
(7) O Eu2 é um Auxiliar, Assessor para o Raciocínio. Ele diz o que se associa ao Pensamento corrente do Eu1, para continuar a cadeia de Raciocínio;
(8) Concordância final, fechamento do processo.